Você não é bonita.

E nem deveria se preocupar em ser.

um texto sobre padrões, expectativas, perspectivas e essência.

E eu não estou sendo irônica. Você não é bonita. E nem eu. E nem ninguém.

Bom, e se você resolveu seguir a leitura mesmo depois de uma afirmativa tão, digamos assim, politicamente incorreta, sugiro que você vá até o fim. Talvez você termine esse texto sem nunca mais se preocupar em afirmar o contrário desse título.

O que é ser bonita, afinal de contas?

Dizem que é mais bonita a pessoa que tem o rosto mais simétrico, mais balanceado e harmônico entre lados direito e esquerdo. Outras pessoas acham que beleza é magreza. Ou um combo de simetria, magreza, cabelo hidratado e shape de atleta. É, em 2020 acho que ser bonita é algo meio que por aí.

Mas no mesmo 2020 eu percebi crescer demais o número de menções à “valorizar sua beleza natural”, “você é única”, “você é bonita do jeito que você é”, “o corpo ideal é o corpo que você tem”, “nossos defeitos que nos fazem perfeitos”, e uma série de afirmativas nesse sentido, saindo da boca de profissionais de beleza (que até ontem arrumavam proporção facial no Facetune – literalmente aumentando boca e ajustando tamanho de olhos – mas isso é assunto para outro post), influenciadores digitais, celebridades, da sua prima, da minha amiga. Eu mesma falo coisas do gênero com frequência. Falo porque são verdades, acredito nelas. Mas então porque será que continuamos nos sentindo bem mais ou menos (quando não, bem menos), quase todos os dias em frente ao nosso espelho? Levantamos bandeiras pró auto-estima na internet, mas a verdade é que a gente não se acha bonita nem que nossa pessoa favorita da vida o diga.

Trouxe essa questão para conversa no meu Instagram através de algumas perguntas. A primeira delas era: “entender que você é uma pessoa única é suficiente para que você se sinta bonita?”, e 73% das respostas foram “não”. Outra pergunta foi: “você se sente feliz, apesar das circunstâncias e das suas características?”, e a maioria (69%) disse que sim, o que é bom, aponta que conseguimos desassociar um pouco auto aceitação de felicidade. Porém, será que conseguimos mesmo? Se somos teoricamente tão bem resolvidas com a nossa felicidade, por que será que nosso dia a dia a nossa energia vai lá pra baixo quando estamos com problema de auto aceitação?

Comecei a pensar mais sobre isso, tentando desassociar a resposta dos jargões de auto-amor e auto-cuidado que escutamos tanto. Porque se se cuidar fosse tão simples, se para se amar bastasse entender que é isso que deve ser feito, ninguém mais teria problema de auto-estima. A questão é que essas dores não começam por uma simples falta de auto-amor. Elas estão muito mais relacionadas à expectativas que nós criamos a respeito de quem somos, ou melhor, de quem achamos que deveríamos ser. E quais são essas expectativas? Que expectativas estão por trás dessa dificuldade tão grande que temos de nos sentirmos bonitas? Listei algumas: 

  • expectativa de ser aceito pelo outro: julgo ser uma das coisas mais disseminadas na nossa geração, ainda mais quando a nossa vida é exposta na internet, Sendo influenciador, trabalhando com isso ou não, todo mundo expõe um pouco de si aqui, dentro de uma edição baseada naquilo que a gente quer mostrar, E esperamos receber um like, um comentário, que de alguma forma o outro reaja à quem a gente é (e goste de quem a gente é).
  • ter direção na vida: tenho um número enorme de amigos na mesma faixa etária que eu – a casa dos 30 – e nós olhamos ao nosso redor com a sensação de que não fizemos nada até aqui e não sabemos pra onde ir. Achávamos que aos 30 estaríamos rachando de ganhar dinheiro, nos baseando na geração anterior que aos 30 tinham carreias super estruturadas. Mas não, nós ainda estamos nos descobrindo. Eu mesma mudei de carreira aos 29.
  • ser como outra pessoa: olhar para alguém e começar a almejar certas coisas que queríamos que fossem iguais na nossa vida, ou até mesmo, querer estar no lugar que a outra pessoa está.
  • magreza: aquela que poucas pessoas nasceram com a genética para ter.
  • corpo perfeito: não basta ser magro, o corpo tem que ser proporcional, low fat, sarado.
  • não viver oscilando: entrar num platô inexistente de equilíbrio emocional
  • apagar o passado: traumas, abusos, coisas muito pesadas que te marcaram de forma a mudar totalmente a sua forma de ver quem você é hoje. Viver na expectativa de apagar, deletar, de não ter nem cicatriz daquilo.
  • voltar pro passado: tinha corpo x e hoje é y, colágeno foi embora, cabelo… eu não era assim e queria voltar a ser a pessoa que eu era.
  • se priorizar: você acorda, faz faz faz, trabalha, faz pra outras pessoas, e no final das contas, muito pouco ou ate nada é feito por e para você.
  • ser única: quando é que o mundo vai mesmo reconhecer e valorizar quem eu sou, sem esperar que eu seja de “tal” forma? Ser única não era pra ser suficiente? Ou será que eu não sou tão única assim?
  • ter a pele perfeita: porque com tanta rotina de skincare, eu já deveria ter poros não aparentes, textura de pele sedosa, e nem sombra de cravos!

São expectativas que criamos e que nos geram inúmeras frustrações, e com elas, muita dor. Nos colocamos num lugar de olhar onde á impossível que aceitemos quem e como somos, e muito menos de ver o valor que temos. Parece que a lista de padrões e itens a serem atingidos só cresce, e que jamais vamos conseguir gabaritá-los.

De onde será que saiu tudo isso?
Montei uma linha do tempo bem resumida do famgerado padrão de beleza, para tentarmos entender como isso começou, e como se tornou tão importante e dominante nas nossas vidas. Observem como os padrões foram estabelecidos em épocas diferentes, debaixo de critérios diferentes, e mudaram extremamente de período a período.

  • GRÉCIA ANTIGA – a primeira tentativa de padronização da beleza humana que se tem registro foi na Grécia Antiga. Começou com a formação de soldados e atletas, que desencadeou em uma busca por um corpo harmônico, equilibrado. Esse corpo estava sempre exposto e era retratado pela arte. As mulheres não tomavam sol, para que suas peles estivessem sempre claras.
  • IDADE MÉDIA – devido à cultura religiosa muito forte, o corpo nu dá lugar ao corpo coberto, muito vestido e tomado pelo recato. O belo encontrou forte relação com virtudes morais.
  • RENASCIMENTO – aqui, a percepção do belo também mudou bastante. Passou a valorizar-se corpos com curvas e ancas generosas, a mulher curvilínea e voluptuosa, que através de vestidos volumosos com cinturas marcadas e seios em destaque tinha esses atributos ainda mais expostos.
  • ANOS 20 – décadas depois o inverso não poderia ser mais extremo: o corpo belo agora é reto, sem peitos, sem curvas, com medidas o mais proporcionais e semelhantes possíveis entre peito, cintura e bumbum. As mulheres usavam até mesmo faixas para apertar seios, e os vestidos era retos para disfarças as curvas do corpo.
  • ANOS 80/90 – na era das supermodelos, que eram magras, fortes, altas, saudáveis. o corpo forte e esbelto se tornou o corpo belo. Foi nessa época também que explodiu a busca pelo peito com silicone.
  • ATUALMENTE – o corpo perfeito levado ao extremo de saúde, performance, e perfeição alem do normal. Seja não só magra, mas sarada, saudável, fitness. Faça exercícios, durma e acorde cedo, tome banho frio, come frutas e mantenha uma dieta equilibrada, Sua pele tem que ser linda, então faça todas essas rotinas de skincare, e não só uma vez por dia, mas faça de manhã e antes de dormir (e uma específica antes de se maquiar). Aos 30, que você seja profissionalmente muito bem sucedida e já tenha faturado, ou esteja perto, do seu primeiro milhão… uma série de tópicos e serem cumpridos pra você seguir o padrão. E ainda tem o Photoshop tentando te enganar, fingindo que pele perfeita e proporção facial existe pra todas, menos pra você.

O que você acha que o padrão de beleza tem em comum em todas essas épocas? Existem dois pontos que se conectam nessas mudanças: 1) elas são sempre inatingíveis, e 2) elas são sempre muito diferentes da época anterior. Imagine que você é o Highlander (referência antiga essa hein hahaha), o Guerreiro Imortal. Além de vencer batalhas em diferentes épocas, você teria um problemão pra se encaixar em todos esses padrões de beleza tão distintos! Voluptuosa, depois reta, depois Cindy Crawford, depois seca zero gordura. Como se fosse intencional que você não conseguisse se encaixar. E será que não é?


Sempre inatingíveis, sempre fora do normal, sempre gerando expectativa.
Padrões estéticos foram criados por pessoas. Eles vem como regras dificultando que a gente lide com quem a gente é de verdade. Padrões existem com interesses por trás deles, e estão sempre desassociados de quem somos. São mutáveis e irreais. São sempre opostos à realidade. É como em uma corrida um benfeitor desse um tênis para cada participante, mas com um detalhe: todos os tênis são tamanho 36. Em alguns até vai servir, mas na grande maioria só vai causar dor e desconforto, além de atrapalhar ou sabotar completamente a corrida.


Padrões não geram mudança, e nem nos conduzem para transformação. A única coisa que eles geram são expectativas.

E o que é, de fato, a expectativa? Expectativa é a mistura da carência com a presunção. A carência é diferente da necessidade. Todos nós temos necessidades. Quando você supre e entrega aquilo que a necessidade precisa, ela se sacia. Já com a carência não é bem assim. Ela está muito mais ligada a algo emocional do que físico. Se você é carente de algo e consegue alcançar, naturalmente essa carência é redirecionada para outra questão. Porque na verdade ela não está ligada ao item que você almejou, mas a um espaço interno vazio que não entendemos bem como preencher. Quando a gente gera expectativas, alimentamos a carência de forma muito forte. Carecemos aceitação, ser quem nós somos, e começamos a lidar com isso de forma desenfreada, pensar e respirar isso o dia todo, ou boa parte do dia. Sempre que somos lembrados dessa “falta , a dor trata de voltar. Se tenho um nariz que não gosto e lido com ele a partir da carência, eu vou mudar esse nariz, mas logo em seguida estarei olhando para os defeitos da minha boca, e daqui a pouco sentindo que preciso afinar minha bochecha, e assim por diante. Meu emocional redireciona a minha carência de uma coisa para outra em busca de preenchimento. A necessidade é suprida, a carência nunca está satisfeita. Já a presunção acha que ela tem que ser suprida a qualquer custo, de qualquer maneira. Pense nela como um reizinho mandão que quer o que quer, quando quer, porque quer. Junte esse reizinho com nunca satisfeita carência… conseguiu imaginar? Se eles se casam e tem uma filha, o nome dela é Expectativa.

Quando lidamos com a nossa imagem na base da expectativa, sempre vai ter algo que a gente quer alcançar, e que achamos que temos que alcançar custe o que custar, a qualquer preço, de qualquer forma. Enquanto a expectativa tiver poder sobre as nossas tomadas de decisão, elas sempre serão impulsivas, inconclusivas e insatisfatórias.

E tem solução pra isso? Vou te dizer que sim. Não é fórmula mágica, mas um processo que tem direção à partir de quando é conhecido (não só conhecido, mas revelado. Precisa acender uma luzinha interna no nosso coração, que nós mesmos acendemos quando realmente queremos ser transformados). É ele a revelação da verdade sobre quem eu realmente somos.
Não adianta eu basear a minha vida em querer ser algo ou alguém que eu NUNCA vou ser. Eu sou quem eu sou, e é isso. Toda vez que eu olho para características que não são minhas ansiando que sejam minhas (sim porque sim!), gero expectativas sobre isso. Posso mexer em mim e chegar bem perto, mas entenda que norteada pela expectativa, chegar perto não vai ser suficiente. Vou achar outra coisa pra ansiar. Talvez eu redirecione para relacionamentos, bens… Não dá para tapar o buraco da expectativa, ela não se sacia.

Como lidamos então com a expectativa?
Quando vivo na base da expectativa, vivo tentando alcançar coisas que jamais vou alcançar, porque elas não tem nada a ver com quem eu sou. Agora, quando eu troco a expectativa pela PERSPECTIVA, eu mudo meu ponto de vista. Sobre quem eu sou em primeiro lugar, depois sobre as coisas que me rodeiam, e começo a ver a vida de uma forma diferente.
Se eu viro a chave da expectativa para a da perspectiva, começo a olhar para mim enxergando quem eu sou, e não o que esperam que eu seja. 

Você nunca vai ser a Gisele Bündchen, nem a Naomi Campbell, nem pessoa outra alguma que não seja você. E se ser elas é o que define ser bonita, você nunca vai ser bonita. Esquece. Consegue entender o que estou querendo dizer? Padrão de beleza, e consequentemente a própria Beleza, é uma coisa tão utópica que está relacionada a algo que você nunca vai ser. Sendo que você é do seu jeito. Você tem um conjunto de características que te fazem você. E viver na expectativa de encaixar essas suas características dentro de outro modelo é viver de forma louca. É uma busca que não tem fim, não tem propósito, e não tem solução. Uma hora vai dar ruim. Não é possível a gente ser aquilo que a gente não foi feito pra ser.


Guiados pela expectativa, divinizamos e começamos a venerar o deus da nossa carência, que está centrado no nosso próprio umbigo, e que pede que façamos o que tiver que ser feito, para ser o que eu quiser ser a qualquer custo. Dentro do assunto que estamos falando, para que eu tenha a aparência que eu quero ter a qualquer custo. Eu respiro isso, eu vivo isso, eu nunca vou me saciar disso.
É uma loucura você viver querendo ser aquilo que você não nasceu pra ser. 
Você não é ninguém além de você mesma! E se ser qualquer outra pessoa ou padrão é o que define ser bonita, vamos aceitar não sermos bonitas, então! A mulher bonita padrão NÃO EXISTE!
Você e eu não somos bonitas, nós somos quem somos, que é MUITO MAIS INTERESSANTE do que beleza.
E existe uma máxima indiscutível sobre a beleza que deveria diminuir ainda mais a importância que ela tem sobre as nossas vidas, que é: A BELEZA ACABA. Você vai passar então a sua vida inteira correndo atrás de uma parada que quando você envelhecer, acabou? Imagine envelhecer e descobrir que você desperdiçou todos os melhores anos da sua vida tentando construir uma imagem que passou, e agora você o que te resta é desfrutar da essência de quem você é, mas ali não tem mais nada? Você viveu sem investir naquilo que faria diferença até o fim dos seus dias, porque estava correndo atrás de algo que acabou antes que pudesse te fazer satisfeita (porque jamais faria mesmo).


Ter esse entendimento é algo forte, louco, e difícil. Mas é possível de ser alcançado. E uma das ferramentas pra isso é substituir a expectativa por perspectiva.
Não existe comparação entre o que é com o que tinha que ser. O que tinha que ser, nunca vai ser. Você é como você é, e você tem a possibilidade de ser a melhor versão de você. Consegue perceber o quão forte e poderoso é isso?
Da mesma forma, eu não posso ser padrão de comparação pra nada.
Imagine uma melancia e uma goiaba. Ambas verdes por fora, vermelhas por dentro, cheias de sementinhas e docinhas. Por mais que elas tenham características parecidas, uma nunca vai ser a outra. Pense também num coelho e um elefante colocados lado a lado. Quem é maior e quem é menor? O elefante não é maior do que o coelho, pelo simples fato de que o elefante é do tamanho de um elefante, e um coelho do tamanho de um coelho. Quando eu olho pro elefante à partir de mim como padrão, vou achar ele grande em comparação a mim. Mesma coisa o coelho, que é do tamanho de um coelho, e não pequeno em relação ao meu próprio tamanho. Logo eu também não posso me colocar como o padrão de comparação ou a ser seguido. Toda vez que um elefante quiser ser como um coelho, ele vai ser frustrado. Mesmo que ele seja um elefante menorzinho que os outros, tenha uma fantasia de coelho realista muito bem feita, ele vai continuar tendo um filhote por vez enquanto os coelhos tem milhares de filhotes. Ele nunca vai deixar de ser um elefante, mas passará a ser um elefante frustrado porque não viveu como o elefante que nasceu para ser. Estava tentando ser o coelho que nunca seria.


Quando a gente se enxerga sendo quem somos, também somos capazes de viver no coletivo de forma muito mais plena. Porque eu sendo eu e você sendo você, a gente se agrega. Ficamos olhando para as diferenças como padrões que precisamos alcançar, quando deveríamos olhar para as nossas singularidades como itens que nos unem que juntos façamos a roda girar.

Começo a olhar para mim de forma diferente e ajustada quando mudo minha perspectiva a respeito da vida e a respeito das coisas.


E pra encerrar, quero dizer mais uma coisa. Eu tenho certeza que lendo isso você consegue entender e até ver uma chance de mudança na sua vida. A nossa mente consegue imaginar quando lê ou ouve algo novo, mas para o cérebro processar e a gente realmente mudar, ele tem que ouvir, ler, processar muitas e muitas vezes aquilo, até destravar o que ele acreditou até hoje que era verdade. As oscilações vem porque não meditamos nas verdades por mais de 5 minutos. Medite nisso, repita para você todos os dias que você vai trocar expectativas por perspectivas. Faça isso até que não seja só uma nova ideia, mas uma nova forma de viver.


Eu nunca me achei bonita quando nova. Depois de mais velha, entendi que eu não era bonita mesmo! Eu sou do jeito que eu tinha que ser, e isso é muito mais importante do que estar de acordo com qualquer padrão estético. E mesmo que eu mude uma coisinha ou outra, não vai ser porque eu preciso daquilo pra ser alguém melhor. 
Troque a lente da sua visão sobre você mesma, e comece a olhar pra vida colocando cada coisa no seu lugar. E faça isso repetidas vezes, até que a verdade desça da sua mente para o seu coração.

Existe uma batalha que somos tanto responsáveis pela luta como capazes de vencer, é a batalha da nossa cabeça e do nosso coração. E acabamos deixando essa batalha de lado pra lutar as que não vão nos transformar, mas nos desajustar. Saiba uma coisa: a única pessoa que eu sou capaz de efetivamente transformar sou eu mesma. A única pessoa que você é capaz de efetivamente transformar é você mesma. Entenda isso, medite nisso. Vai dar bom!

Esse texto foi escrito à partir de uma live que eu fiz no meu Instagram. Se você se interessar por assistir, ela está salva no meu IGTV, só clicar no link: http://www.instagram.com/caru.coelho

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